Esse sabado fui cortar o meu cabelo, em um salao coreano que a minha supervisora recomendou.
Entao, lah vou eu pra Koreantown, certo?
Bom, depois de ir pro lado leste, ao inves do lado oeste da rua, encontrei o salao.
De cara, so coreanas. Era meio que de se esperar neh? Bom, se isso nao fosse o bastante, alem de so ter coreanas, so leste-asiaticos frequentam o salao. Chineses, Japoneses e Coreanos, foi o que a Pak, me falou.
Mas quando sento pra lavar o cabelo, me deparo com uma fisionomia diferente, mais familiar.
Pergunto a moca: - Are you the only non-korean here?
Ela nao entendeu, e meio que perguntou se eu sabia espanhol.
Orgulhosa dos meus dotes linguisticos, comecei a conversar com ela.
A moca era equatoriana, e ja morava em NY ha tres anos. Comentei que visitei o pais dela em marco e que gostei muito de Quito.
Ela respondeu, meio que envergonhada, que nunca realmente tinha conhecido Quito - que soh havia ido la, antes de vir pros EUA.
A moca me explicou que era de uma cidade pequena. Nunca foi de sair muito, ficava em casa e ajudava os pais. Mas ela me confessou que uma hora cansou daquela mesmice e que queria viver a sua propria vida, apesar de amar muito sua familia. Decidiu vir morar nos EUA e construir alguma coisa. O que, ela nao sabia, mas estava feliz de estar aqui e trabalhar para si propria.
Claro que ela sentia saudades de casa. Perguntei se ela ja tinha voltado pro Equador, desde que veio pra NY e ela me disse que nao. Ela Demorou um pouco a responder e dei tempo a ela, para que a moca se sentisse a vontade (ou nao) de continuar o topico.
Ambas sabiamos o que se passava, ambas sabiamos a situacao que ela se encontrava. E como a moca mesmo disse: - Sabes, estoy na misma situacion que muchas otras mujeres y hombres a ca. Yo soy ilegal, entonces, no puedo vueltar a mi Ecuador ahora.
Ela me contou que sonhava em voltar pra casa e ter sua propria familia. Mas que agora, ela iria trabalhar pra ela mesma e aproveitar enquanto podia.
A moca era muito simpatica e humilde. Nova, nao creio que tivesse mais que 25 anos. Ela me falou que se formou no ensino medio, mas que a falta de dinheiro nao lhe deixou fazer faculdade. Ela disse que queria estudar, fazer algo importante.
Falei pra ela que agora ela devia trabalhar no ingles dela e que isso ia lhe abrir muitas portas quando ela voltasse ao Equador.
Ela concordou, enquanto enxaguava meus cabelos.
O nome da moca, eu nao sei. Esqueci de perguntar. Mas eu vi naquele rosto trabalhador, tantas outras pessoas que eu ja conheci aqui. A historia, nao eh nova. E continua a se repetir. Eu admiro a coragem dela, a forca de vontade.
Apesar de estarmos em situacoes parecidas, papeis e somente papeis, nos poem em posicoes diferentes.
Eu desejo sorte pra moca do salao. e pra todas as outras mocas, mocos, homens e mulheres que estao nesse situacao,
Por sinal, assistam o filme Sin Nombre. Otimo!
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