Monday, June 29, 2009

Morena agora!



Realmente, imprevisivel.

Thursday, June 25, 2009

FDS

Boston me espera :)

Wednesday, June 24, 2009

Yannick Noah - Metisse

http://www.youtube.com/watch?v=DND0al6A7KE

Yannick Noah - Summer Stage


Esse domingo fui tambem ao show do Yannick Noah, no festival do Summer Stage.

Nao conhecia ele, so sabia que ele tinha sido um tenista ha um tempo atras.
Mas foi muito bom! Nao estava lotado, porque tinha acabado de chover e a musica vibrava com a plateia, como deve sempre ser.

Cheio de gente bem humorada, se divertindo e dancando no chuvisco.

Et maintenaint, je suis sure que les algerians sont les plus sympas.

MoMA


Esquecam tudo o que eu ja falei sobre qualquer outro museu...

O MoMA eh sem duvida o meu favorito.
Exposicoes inteligentes, interessantes... eu diria espertas em geral. O que me encantou no museu, foi o segundo olhar, a perspectiva diferente que voce tem la.

O Museu em si jah eh um atracao. Os andares vazados, as cores, o bloco de granito e vidro cheio de charme encravado na vizinhanca da 5 avenida. Dentro, desde Picasso ateh irmaos Campana, com mostra de filmes, fotos e esculturas.

Ja sei que volto lah, vou fazer paradinhas depois do trabalho.

Tuesday, June 23, 2009



E quem não resiste à um cafezinho?

Monday, June 22, 2009

Clandestino.

Esse sabado fui cortar o meu cabelo, em um salao coreano que a minha supervisora recomendou.


Entao, lah vou eu pra Koreantown, certo?
Bom, depois de ir pro lado leste, ao inves do lado oeste da rua, encontrei o salao.
De cara, so coreanas. Era meio que de se esperar neh? Bom, se isso nao fosse o bastante, alem de so ter coreanas, so leste-asiaticos frequentam o salao. Chineses, Japoneses e Coreanos, foi o que a Pak, me falou.
Mas quando sento pra lavar o cabelo, me deparo com uma fisionomia diferente, mais familiar.

Pergunto a moca: - Are you the only non-korean here?
Ela nao entendeu, e meio que perguntou se eu sabia espanhol.
Orgulhosa dos meus dotes linguisticos, comecei a conversar com ela.

A moca era equatoriana, e ja morava em NY ha tres anos. Comentei que visitei o pais dela em marco e que gostei muito de Quito.
Ela respondeu, meio que envergonhada, que nunca realmente tinha conhecido Quito - que soh havia ido la, antes de vir pros EUA.

A moca me explicou que era de uma cidade pequena. Nunca foi de sair muito, ficava em casa e ajudava os pais. Mas ela me confessou que uma hora cansou daquela mesmice e que queria viver a sua propria vida, apesar de amar muito sua familia. Decidiu vir morar nos EUA e construir alguma coisa. O que, ela nao sabia, mas estava feliz de estar aqui e trabalhar para si propria.
Claro que ela sentia saudades de casa. Perguntei se ela ja tinha voltado pro Equador, desde que veio pra NY e ela me disse que nao. Ela Demorou um pouco a responder e dei tempo a ela, para que a moca se sentisse a vontade (ou nao) de continuar o topico.
Ambas sabiamos o que se passava, ambas sabiamos a situacao que ela se encontrava. E como a moca mesmo disse: - Sabes, estoy na misma situacion que muchas otras mujeres y hombres a ca. Yo soy ilegal, entonces, no puedo vueltar a mi Ecuador ahora.
Ela me contou que sonhava em voltar pra casa e ter sua propria familia. Mas que agora, ela iria trabalhar pra ela mesma e aproveitar enquanto podia.
A moca era muito simpatica e humilde. Nova, nao creio que tivesse mais que 25 anos. Ela me falou que se formou no ensino medio, mas que a falta de dinheiro nao lhe deixou fazer faculdade. Ela disse que queria estudar, fazer algo importante.
Falei pra ela que agora ela devia trabalhar no ingles dela e que isso ia lhe abrir muitas portas quando ela voltasse ao Equador.
Ela concordou, enquanto enxaguava meus cabelos.

O nome da moca, eu nao sei. Esqueci de perguntar. Mas eu vi naquele rosto trabalhador, tantas outras pessoas que eu ja conheci aqui. A historia, nao eh nova. E continua a se repetir. Eu admiro a coragem dela, a forca de vontade.
Apesar de estarmos em situacoes parecidas, papeis e somente papeis, nos poem em posicoes diferentes.

Eu desejo sorte pra moca do salao. e pra todas as outras mocas, mocos, homens e mulheres que estao nesse situacao,


Por sinal, assistam o filme Sin Nombre. Otimo!

Friday, June 19, 2009



Apesar de tudo, ainda tem um verdinho no meio da cidade.

Central Park




O melhor lugar para leituras, tirar fotos de estranhos e ate pra... paquerar! hahaha. quem diria.

UU-UNO (2)

Okey, meu trabalho eh muito divertido.

1) Somos 8 pessoas (mas hoje havia 9, porque era o ultimo dia da Lina e o primeiro do Jeronimo), em uma sala com uma divisoria, apertada e baguncada. Estamos praticamente um por cima do outro, e revezamos os lugares quando um precisa fazer uma determinada tarefa.
Ex.: Frank precisa usar o telefone - Ele muda pra minha cadeira, eu pulo pra mesa dele e uso o pc dele. Depois eu preciso cortar convites - Jesse vai pra mesa do Frank, enquanto eu sento no lugar dela, na mesa. Depois ela e Frank trocam de lugar, ateh que eu termine e volte pra minha mesa.

2) Tem gente de todo tipo. Tem uma brasileira, uma colombiana, um meio filipino, uma garota que vai se formar na high school, outra mulher que morou na coreia, um que tem um monte de amigos do Sudao, mais uma que estudou em Wellesley e o chefe, ex-coordenador de refugiados no oeste africano.

3) Temos as conversas mais estranhas e aleatorias. Desde "que materia de ciencias voce fez na faculdade," passando por "o cara do twilight foi atropelado hoje por um taxi porque estava fugindo de fas loucas," ate "porque terminologia eh tao importante em direitos humanos."

4) Eu tenho "projetos" e tarefas de contratado, mesmo sendo estagiaria. Fui em um working group de ONGS sobre o Sudao (Por sinal, caras de ONGS sao gatos. e charmosos), escrevo artigos, gerencio o conteudo de uma parte do site e coordeno praticamente sozinha um programa que atende 160 criancas.

O unico problema eh que o microondas quebrou... tenho que ir no escritorio vizinho pra esquentar minha comida...

MET




Entao, essa foto foi no Metropolitan Museum, aqui em NYC.
Essa escultura fica no topo do Museu, com uma vista linda pro Central Park e pro lado Leste da cidade.

Sobre a China...

Entao,
Passagem comprada, visto no passaporte...
Quais sao os meus prognosticos pra essa viagem?
Acho que como eu disse pro Daniel, o proposito dessa viagem vai ser conhecer.
Conhecer: Provar, Ver, Ouvir e Tocar.

Mas, como comecou toda essa historia de ir pra China?
Bom, nao da pra negar as minhas relacoes (sanguineas) com o tal pais.
Mas fora isso, eu lembro que, quando era crianca, pensava que a China era uma parte pequeninha no meio do Japao, tipo uma regiao anexa. Acho que estava influenciada demais por Sailormoon e afins. Sempre imaginei a China como um pais distante, nao so literalmente, mas de uma realidade que eu nao compreendia, muito estranha ao que eu conhecia e estava acostumada.

Eu sempre tive meio que um interesse sobre a China, mas que beirava mais curiosidade.
Ate que eu fui pra Mt. Holyoke e fiz a aula de Intelectuais na China Moderna. Naquela aula fui exposta a um mundo que eu nao imaginava ser tao rico e tao interessante. Estudar a China e a historia moderna chinesa virou um dos meus maiores interesses na faculdade. Eu me sinto pesquisando um organismo que nao para de mudar e de se transformar e criar novos movimentos.

Mas tudo isso, depois de ler tanto, escrever tanto sobre a China, chegou a minha hora de realmente conhecer o pais e ver qual eh a real.
Chegou a hora tambem de conhecer minhas outras raizes, o meu lado asiatico que esta meio adormecido e descobrir como essa "heranca" contribui pra minha personalidade (ou se contribui)

E assim, vou apurando meus olhos, meus ouvidos, todos os meus sentidos pra estar preparada pra viagem.
Vai ser intensa, mas eu gosto assim.

Thursday, June 18, 2009

China! China!

Okey galera, agora ta confirmado:

Passagem e visto nas maos, tudo certo, so esperar pra embarcar.

Dia 8 de agosto estou chegando em Beijing!!
Com essa novidade, eu realmente posso honrar o nome do meu blog!

Wednesday, June 17, 2009

Ja tou com o visto, falta so a passagem agora... :))))

Monday, June 15, 2009

Link

http://www.nytimes.com/interactive/2009/06/14/education/0614-commencement.html?ref=us#holyoke

Cerimonia de Formatura em Mt. Holyoke - 2009

Como a Formatura de muitas das minhas amigas em Mt. Holyoke tambem fez parte do meu Verao, aqui em baixo vai o link de um trecho do discurso da Presidente da Irlanda, Mary McAleese, na cerimonia de entrega de diplomas, reproduzido pelo New York Times

Saturday, June 13, 2009

Sobre Chinatown

Chinatown me lembrou bastante da 25 de março em São Paulo.
Asiáticos por todos os lados, principalmente vietnamitas, coreanos, chineses (claro), mas também asiáticos do sul, como indianos, tailandeses e etc.
O comércio explodindo, bolsas Prada, Chanel, Burberry e tantas outras, com os vendedores prontos pra qualquer barganha ou negociação. É gente e mais gente - muitos turistas, com seus bonézinhos de agência de viagem.

E eu lá no meio.

O mais engraçado, comparando Chinatown com a 25 é que em São Paulo, você consegue ver claramente quem são os estrangeiros. São os coreanos e os chineses que estão numa terra diferente. Em Chinatown, é você, e qualquer outro que não seja asiático (inclusive os americanos), que se sente um estrangeiro.


Chinatown


Central Park, a 6 quadras de onde eu moro.

a cidade.

NYC não cheira bem, não é "bonita", mas mesmo assim é encantadora.

O charme está nas pessoas, nos lugares, nas calçadas e nos cachorrinhos que passeiam pra lá e pra cá com os seus donos.

A trilha sonora, essa é composta de conversas de línguas de todo o canto do mundo, mais o vai-e-vem dos carros no meio do trânsito louco, o barulhinho do metrocard sendo validado no ônibus e as sirenes que passam, ora de uma ambulância, ora de um carro de polícia.
E ainda assim, eu acordo do conforto do meu sofá, tomo meu banho e me animo, só de pensar em ir lá fora e ver milhões de pessoas diferentes, com a cabeça a mil por hora debaixo do sol que dura até as 8 da noite.

vai dizer que você não ia gostar também? :)

Tuesday, June 9, 2009

UU-UNO

Entao, sobre o meu trabalho.
Estou encarregada do programa "Every Child Is Our Child" que financia as despesas educacionais e fornece atendimento de saude a 160 orfaos pela AIDS e criancas vulneraveis em Gana. O projeto cresceu muito rapido, entao estamos trabalhando pra angariar mais fundos e permitir a ampliacao do ECOC.
Apesar do escritorio ser um pouco desorganizado, eh muito bom trabalhar la. O pessoal eh gente boa e apesar de muito ocupado, eles sao muito prestativos tambem.

O que eh bom de trabalhar na UU-UNO eh que eu estou aprendendo muito sobre arrecadacao de doacoes e como organizacoes nao governamentais se fazem representar dentro e fora das Nacoes Unidas. Esta sendo uma experiencia definitivamente relevamente pra minha futura carreira profissional :)

Engracado que agora tou lendo o livro "Chasing the Flame" da Samanta Power, sobre Sergio Vieira de Melo, o diplomata brasileiro que morreu em um atentado no Iraque. Como o livro eh praticamente sobre os bastidores das Nacoes Unidas nas areas que o Vieira de Melo trabalhou, eh interessante imaginar tudo o que se passa naquele predio espelhado e as formas em que eu posso (ou nao) atuar e interferir.


Ah, o David Byrne ai em baixo, no Prospect Park.

Chuva! e David Byrne

Ontem, show do David Byrne no Prospect Park - minha primeira impressao do Brooklyn, nada mal hein?
Hoje, chuva e chuva. Tudo bem, eh hora de trabalhar...

:)

(Tenho que tirar mais tempo pra vir postar aqui...)

Thursday, June 4, 2009

Amanhã: Nações Unidas!

Amanhã vou pegar o meu passe pras Nações Unidas.
Estou animada! Se tudo der certo, vou participar da audiência do promotor da Corte Penal Internacional sobre Darfur com o Conselho de Segurança.

Mais detalhes, depois.
(Ainda estou tendo problemas com a minha conexão, então tenho que vir aqui em uma das sedes da biblioteca pública de nova york (que fica do outro lado da rua do prédio onde eu tou morando) pra poder roubar wireless. Não dá pra postar do trabalho, primeiro porque eu estou trabalhando e segundo porque eles não tem cookies.

Então, como eu cheguei aqui?

Bom, a parte da chegada geralmente é fácil né? Pegar um ônibus, avião, uma carona... Carregar umas poucas malas, se mudar. Simples. Mas aparentemente nunca é assim comigo, o que torna as coisas mais “memoráveis” por assim dizer.
Enfim, dessa vez foi uma correria. Primeiro porque só cheguei em South Hadley pra pegar as minhas malas às 11h e o ônibus saía às 11:30. Eu estava na USAP Conference (que por sinal foi muuuuuuuuito boa – no que diz respeito em encontrar a galera, se divertir e tudo mais) em Brown University e nós só saimos de Providence às 9h da manhã. O timing foi perfeito, cheguei em Pearsons a tempo só de descer minhas malas (do quarto andar, diga-se de passagem) e falar com a Toula. A Toula por sinal é um anjo e levou o Eddie (pra quem não sabe, Eddie é o peixinho que eu estava cuidando), as plantas, uma caixa e um lustre que ainda estavam no meu quarto. Esperando pelo ônibus era uma visão incrível: A minha cara de sono (tinha dormido só duas horas, fiquei conversando com o pessoal até as 5 da manhã), blusa da University of Chicago (que o Bruno me deu :), meu all-star super sujo, uma mala do meu tamanho, outra mala menor, minha mochila guerreira, e duas bolsas. Ah, e claro, na mão, meu travesseiro e meu cobertor, que depois enfiei dentro da minha mochila.

Mas o importante é que eu estava no ônibus, certo? Claro que sim. Dormi um pouco, escutei as velhas músicas do meu MP3 que são praticamente as mesmas há uns dois anos e relaxei. Só pra preparar pra Nova York. Eu já estava perto, cada vez mais perto. Pouco antes das 4h chegamos em Port Authority. Agora ia ser fácil, só levar minhas malas até a porta do Terminal e pegar um táxi. Mas, claro que não foi simples assim. Primeiro, o elevador não estava funcionando. Eu pensei “Tudo bem, vou pela escada rolante, só tomar cuidado pra não deixar cair nada.” E tudo ficou no lugar, menos o meu travesseiro que foi subindo na minha frente, nos degraus que centenas, sei lá, milhares de pessoas pisam todo dia. Ainda bem que estava sem fronha. Mas quando eu chego ao primeiro andar, vejo que a escada rolante que leva ao segundo nível (onde fica a saída) está quebrada também. Ah maravilha. Ainda bem que não eram muitos degraus que separavam o primeiro e o segundo andar, mas mesmo assim, eu realmente tinha muita coisa. Nesse momento é que os nova iorquinos começaram a desmentir o esteréotipo do pessoal daqui. Um senhor que estava ao meu lado, pegando fôlego pra enfrentar os degraus que ainda iam por vir, se ofereceu pra me ajudar. Por mais que eu quisesse, tadinho, ele tinha duas malas grandes também e aparentemente não muita força. Recusei e falei pra ele não se preocupar, dava pra subir. E comecei a tentar a levar as coisas, o que não foi muito bem-sucedido, quando uma mulher e um rapaz me ajudaram a levar as minhas malas até o fim da escada. Acho que eles viram na minha cara, a expressão de “sem-força” e decidiram ajudar. Eu claro, fiquei mais do que feliz, agora era só pegar um táxi. Estava pronta pra fazer parada pra um, do jeito mais glamorouso possível, digno da Carrie do Sex and the City. Claro que com duas malas, três bolsas e um travesseiro isso não foi possível.

Logo que sai do terminal de ônibus, me deparei com uma mega construção naquele lado da rua, ou seja, nenhum carro estava passando exatamente em frente de Port Authority. Então, só me restava ir para o ladinho e fazer sinal para um táxi. Felizmente, assim que virei a rua, um passageiro estava saindo de um táxi que tinha acabado de estacionar. Dei uma corridinha (se isso era possível) e perguntei se ele estava livre. Ele então me perguntou se eu estava indo Leste ou Oeste. Eu tinha o endereço na minha bolsa e não de cabeça, eu lá sabia se eu ia Leste ou Oeste... Então falei que estava indo pra rua 76, mas acho que ele não entendeu o que eu estava dizendo e falou: “Ok, ok, just come” Ele pos minhas malas no porta-mala e disparamos. Depois ele me explicou que podia pegar uma multa por estar estacionado ali, por isso estava tão apressado. Dei o endereço certinho pra ele – eu estava indo pra 76 Oeste – seguimos em frente.

Posso dizer que o trânsito de Nova York é louco. LOUCO. E o taxista dirigia mais loucamente ainda. Ele parecia um motoboy, sabe aqueles que sai cortando todo mundo? Poisé, mas ao invés de moto, o cara tinha um carro e eu estava dentro. Devo dizer que gostei do jeito que ele dirigia, era divertido =)
Conversei um pouco com ele, não lembro o nome dele agora, mas era algo com O. Ele percebeu que eu não era daqui (nem um pouco óbvio) e perguntou de onde eu era. Conselho, a frase “I’m Brazilian” é mágica. Devo dizer que todas as pessoas até agora que eu disse isso abrem um sorrisão pra mim e ficam super animadas. Então, meu amigo taxista do Marrocos ficou felizão e começou a falar como ele ama o Brasil e o futebol do Brasil claro. Falou que uma vez ele ficou acordado a noite toda só pra ver um amistoso entre Brasil e Marrocos. Falou que gostava da época que o Ronaldo era bom. Eu falei que o Ronaldo estava gordo e de volta ao Brasil. Ele respondeu pra mim “Yes, he is playing in Corinthians right now, right?” Eu falei que sim e que ele tinha até ganho o campeonato estadual nesse time. Falamos um pouco mais de futebol e coisas relacionadas ao Brasil e à Nova York. Meu amigo taxista do Marrocos comentou que meu inglês era muito bom, que nem parecia que eu estava nos Estados Unidos somente há um ano. Ele comentou que quando veio pra cá, morou primeiro em Boston por dois anos e depois Nova York, agora já três anos e meio aqui. Ele disse que sempre volta no final do ano pra casa, o que comprovou pra mim que taxistas ganham bem. Fora que de tempo em tempo ele repetia “You know, I really, really love Brazil, someday I’ll go there.” Espero que um dia ele vá.

Logo chegamos ao prédio da Poulabi, e a corrida deu barata. Dei uma gorgeta pra ele, só porque estava me sentindo feliz (minhas gorgetas variam com meu humor) e fui recebida pelo Victor, o porteiro do prédio da Poulabi. Victor foi super gente boa e me ajudou a trazer as minhas malas pro elevador (Sim, finalmente!!!). Ele perguntou se eu era da Índia (a Poulabi é da Índia) e eu falei que não, que era do Brasil. Novamente, a frase mágica funcionou e ele abriu um super sorriso e falou: “Ah, que bom!” Conversei um pouco com ele, Victor é da República Dominicana e falamos em Espanhol. Ele sabe palavrinhas de cada idioma, Chinês, Japonês, Italiano e aí vai. Ele foi muito prestativo e disse que era muito bom que eu falasse espanhol, já que muita gente aqui em Nova York fala espanhol. Finalmente subi e encontrei com a Poulabi. Ela estava me esperando e me ajudou a arrumar minhas coisas aqui no apartamento dela.

A Poulabi tem sido um amor, mas conto mais sobre isso depois...

Tuesday, June 2, 2009

O porquê do título do blog.

Então, resolvi criar esse blog meia-hora atrás e tinha que ter algum título certo?
Achei que o mais apropriado seria descrever esses 3 meses de férias que eu vou ter: o melhor e o mais imprevisível verão que eu já tive.

Apesar de ter vivido um verão eterno em Tefé e Manaus, não é bem à clima que estou me referindo. É mais uma questão de tempo, de definição de tempo, na verdade. Essas longas férias de 3 meses e temperatura agradável.

Por que vai ser o melhor? Bom, primeiro porque vai ser a primeira vez que vou estar estagiando aqui nos EUA. Meu estágio vai ser na UU-UNO. Pra quem não conhece (e eu até 2 meses atrás não conhecia) é o Unitarian Universalist United Nations Office. Fiquei meio receosa com a ligação "religiosa" que eles tem, afinal, essa organização é afiliada a Unitarian Universalits Church. Mas, o que importa é o trabalho que eles realizam e isso me convenceu a trabalhar lá. Conto mais detalhes depois.
Segundo, porque eu vou estar morando em Nova York. Sinceramente, eu nunca imaginei nem tão cedo que eu iria morar aqui, nem que seja por dois meses. E estou muito bem localizada (ai que sorte!), num apartamento a 7 quadras do Central Park. Quem está me "abrigando" é uma ex-aluna de Mt. Holyoke que viajou comigo pro Equador durante as férias da primavera. Terceiro, eu acho que eu esse vai ser o meu melhor verão porque eu tenho tanta coisa pela frente e tantas oportunidades, que só de pensar eu já fico animada.

Porque vai ser imprevisível? Bom, a vida é imprevisível, ainda mais a minha. Mas o que me fez definir esse verão como imprevisível é o fato de eu não saber quem eu vou conhecer amanhã e quais vão ser os momentos que vão marcar e adicionar à minha vida. Desde a conversa com o taxista (mais detalhes depois) a um passeio nas ruas de Nova York, nada tem escapado dos meus olhos. E depois de Nova York, tenho alguns planos, que são ainda mais animadores. Então veremos!

Por hora é só.

Primeiro dia em Nova York

Sim, sim, finalmente estou aqui!

Verão em Nova York, quem diria... Outro dia eu estava fazendo nada em Tefé e agora estou sentada em uma das bibliotecas públicas de Nova York criando um blog pra falar da minha vida aqui.

Enfim, vou tentar manter esse blog o mais atualizado possível.
Comentar a vida em Nova York, os meus desafios no trabalho, contar as minhas mancadas e falar sobre as pessoas que eu estou conhecendo e vou conhecer aqui.

E depois de Nova York... bom, isso aí é um capítulo a parte.